sábado, julho 23, 2005
Um dia triste
Blair disse que os terroristas não conseguiriam mudar o modo de vida dos britânicos. Acho que eles já conseguiram...
Tragédias acontecem, mas se os policiais não estivessem se sentindo ameaçados e totalmente impotentes, acho que isto não teria acontecido.
Tragédias acontecem, mas se os policiais não estivessem se sentindo ameaçados e totalmente impotentes, acho que isto não teria acontecido.
Homem morto por polícia no metrô é brasileiro
Fernando Duarte e Aguinaldo Novo - O Globo
Agências Internacionais
LONDRES - O homem morto no metrô de Londres nesta sexta-feira é o brasileiro Jean Charles de Menezes, de 26 anos. Sua família é da cidade rural de Gonzaga, região leste de Minas Gerais. O primo da vítima, que fez o reconhecimento do corpo, contou que ele estava legalmente no país, tinha trabalho fixo como eletricista e falava inglês fluentemente. Abalada com a morte, a família não soube informar quando o corpo de Jean será trazido para o Brasil.
O Itamaraty deve se pronunciar ainda neste sábado sobre o episódio e está aguardando apenas um comunicado formal das autoridades britânicas para se manifestar.
As primeiras notícias de que a vítima era brasileira foram divulgadas pelo jornal dominical 'The Observer', que teria obtido a informação de fontes policiais. Os rumores cresceram depois de a polícia ter procurado a Embaixada Brasileira em Londres.
O brasileiro foi morto quando estava indo para o trabalho. Ele teria sido alvejado porque sua roupa e comportamento levantaram suspeitas da polícia.
Maria Alves, prima de Jean Charles Menezes, contou que ele morava em Londres há quase cinco anos. O brasileiro trabalhava como eletricista e morava com outros quatro primos.
- Ele falava muito bem inglês e tinha situação legal, tinha permissão para estudar e trabalhar lá - disse Maria Alves, que mora em São Paulo, acrescentando que em fevereiro passado, ele esteve no Brasil em férias.
No início desta tarde, a polícia reconheceu que o homem não tem ligação com o atentado malsucedido desta quinta-feira em Londres. Segundo a CNN, a Scotland Yard disse lamentar muito a morte. O rapaz foi alvejado durante uma operação policial na estação de metrô de Stockwell, no sul de Londres nesta sexta-feira.
"Nós acreditamos saber a identidade do homem morto pela polícia na estação de metrô Stockwell na sexta-feira, dia 22 de julho de 2005, apesar de ele ainda está sob processo de identificação formal', informou a polícia metropolitana em uma nota divulgada neste sábado.
Em uma entrevista coletiva concedida na sexta-feira, o chefe da Scotland Yard, sir Ian Blair, chegou a confirmar que o homem morto tinha ligação direta com os atentados terroristas frustrados de quinta-feira.
No entanto, logo após a declaração de Blair, a emissora de TV Sky News noticiou, citando fontes ligadas ao serviço de segurança, que o homem morto não era um dos terroristas.
- É o que fui informado por fontes do ligadas ao serviço de segurança. O homem morto na estação de Stockwell não foi um dos quatro terroristas que a polícia está caçando - disse o repórter Martin Brunt, da Sky TV.
Na ocasião, um porta-voz da Polícia Metropolitana de Londres apenas comentou: "o cavalheiro morto em Stockwell hoje ainda precisa ser identificado, então é impossível associá-lo a qualquer coisa neste momento".
A identidade do homem morto na estação de metrô de Stockwell não havia sido revelada, mas testemunhas disseram que era um homem alto de origem asiática.
O suposto terrorista, descrito por algumas testemunhas como de origem asiática, foi visto quando saltava uma barreira para entrar em um vagão de trem estacionado nessa estação da linha Norte, ao sul da capital. Ele estaria sendo perseguido por policiais à paisana ao entrar na estação.
Teri Goldly, uma testemunha, contou que estava parada ao lado do homem antes de a perseguição policial começar.
- Um homem asiático, alto, com a cabeça raspada e barba rala, com uma mochila, parou na minha frente. Pouco depois, enquanto se preparava para entrar no trem, oito ou nove policiais disfarçados, portando transmissores e armas começaram a gritar para que todos saíssem - disse a testemunha, cuja descrição do suspeito coincide com a foto de um dos suspeitos divulgada pela polícia.
Outra testemunha disse à rede BBC que o homem tropeçou e então os agentes dispararam cinco vezes. Os tiros que o mataram foram à queima roupa. Os passageiros foram retirados imediatamente de todos os vagões, enquanto a polícia ordenava o fechamento da linhas Norte e Victoria.
Na sexta-feira, as autoridades divulgaram imagens capturadas pelo circuito interno de televisão das estações Oval, Warren Street e Shepherd's Bush e pela câmera dentro ônibus número 26.
Fernando Duarte e Aguinaldo Novo - O Globo
Agências Internacionais
LONDRES - O homem morto no metrô de Londres nesta sexta-feira é o brasileiro Jean Charles de Menezes, de 26 anos. Sua família é da cidade rural de Gonzaga, região leste de Minas Gerais. O primo da vítima, que fez o reconhecimento do corpo, contou que ele estava legalmente no país, tinha trabalho fixo como eletricista e falava inglês fluentemente. Abalada com a morte, a família não soube informar quando o corpo de Jean será trazido para o Brasil.
O Itamaraty deve se pronunciar ainda neste sábado sobre o episódio e está aguardando apenas um comunicado formal das autoridades britânicas para se manifestar.
As primeiras notícias de que a vítima era brasileira foram divulgadas pelo jornal dominical 'The Observer', que teria obtido a informação de fontes policiais. Os rumores cresceram depois de a polícia ter procurado a Embaixada Brasileira em Londres.
O brasileiro foi morto quando estava indo para o trabalho. Ele teria sido alvejado porque sua roupa e comportamento levantaram suspeitas da polícia.
Maria Alves, prima de Jean Charles Menezes, contou que ele morava em Londres há quase cinco anos. O brasileiro trabalhava como eletricista e morava com outros quatro primos.
- Ele falava muito bem inglês e tinha situação legal, tinha permissão para estudar e trabalhar lá - disse Maria Alves, que mora em São Paulo, acrescentando que em fevereiro passado, ele esteve no Brasil em férias.
No início desta tarde, a polícia reconheceu que o homem não tem ligação com o atentado malsucedido desta quinta-feira em Londres. Segundo a CNN, a Scotland Yard disse lamentar muito a morte. O rapaz foi alvejado durante uma operação policial na estação de metrô de Stockwell, no sul de Londres nesta sexta-feira.
"Nós acreditamos saber a identidade do homem morto pela polícia na estação de metrô Stockwell na sexta-feira, dia 22 de julho de 2005, apesar de ele ainda está sob processo de identificação formal', informou a polícia metropolitana em uma nota divulgada neste sábado.
Em uma entrevista coletiva concedida na sexta-feira, o chefe da Scotland Yard, sir Ian Blair, chegou a confirmar que o homem morto tinha ligação direta com os atentados terroristas frustrados de quinta-feira.
No entanto, logo após a declaração de Blair, a emissora de TV Sky News noticiou, citando fontes ligadas ao serviço de segurança, que o homem morto não era um dos terroristas.
- É o que fui informado por fontes do ligadas ao serviço de segurança. O homem morto na estação de Stockwell não foi um dos quatro terroristas que a polícia está caçando - disse o repórter Martin Brunt, da Sky TV.
Na ocasião, um porta-voz da Polícia Metropolitana de Londres apenas comentou: "o cavalheiro morto em Stockwell hoje ainda precisa ser identificado, então é impossível associá-lo a qualquer coisa neste momento".
A identidade do homem morto na estação de metrô de Stockwell não havia sido revelada, mas testemunhas disseram que era um homem alto de origem asiática.
O suposto terrorista, descrito por algumas testemunhas como de origem asiática, foi visto quando saltava uma barreira para entrar em um vagão de trem estacionado nessa estação da linha Norte, ao sul da capital. Ele estaria sendo perseguido por policiais à paisana ao entrar na estação.
Teri Goldly, uma testemunha, contou que estava parada ao lado do homem antes de a perseguição policial começar.
- Um homem asiático, alto, com a cabeça raspada e barba rala, com uma mochila, parou na minha frente. Pouco depois, enquanto se preparava para entrar no trem, oito ou nove policiais disfarçados, portando transmissores e armas começaram a gritar para que todos saíssem - disse a testemunha, cuja descrição do suspeito coincide com a foto de um dos suspeitos divulgada pela polícia.
Outra testemunha disse à rede BBC que o homem tropeçou e então os agentes dispararam cinco vezes. Os tiros que o mataram foram à queima roupa. Os passageiros foram retirados imediatamente de todos os vagões, enquanto a polícia ordenava o fechamento da linhas Norte e Victoria.
Na sexta-feira, as autoridades divulgaram imagens capturadas pelo circuito interno de televisão das estações Oval, Warren Street e Shepherd's Bush e pela câmera dentro ônibus número 26.
Sinfest